segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

07.12.09

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Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!
(Mário Quintana)
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domingo, 6 de dezembro de 2009

06.12.09

Há pessoas, tantas pessoas, que, ao longo da nossa vida, passam, como passam as paisagens pela janela de um trem. Nada mais são, nada mais querem ser, senão paisagem. Bonita, às vezes; passageira sempre... Mas há outras pessoas que viajam conosco no mesmo comboio, que permanecem ao nosso lado por toda a jornada, compartilhando tudo:as alegrias e também os momentos difíceis. ...

A essas oferto minha amizade, meu coração e minha alma.

[Mestre DeRose]

sábado, 5 de dezembro de 2009

05.12.09

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu jovem discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre, e resolveu fazer uma breve visita.
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e das oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem acabamento, casa de madeira e os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas sujas e rasgadas. Aproximou-se do senhor, que parecia ser o pai daquela família, e perguntou: "Neste lugar não há sinais de pontos de comércio, nem de trabalho. Como vocês sobrevivem"?
Calmamente veio a resposta:
"Meu senhor, temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte nós vendemos ou trocamos na cidade mais próxima por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte fazemos queijo, coalhada, etc., para o nosso consumo... e assim vamos sobrevivendo".
O Mestre agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho, em tom grave, ordenou ao seu fiel discípulo:
"Pegue a vaquinha, leve-a até o precipício e empurre-a lá para baixo".
Em pânico, o jovem ponderou ao Mestre que a vaquinha era o único meio de sobrevivência daquela família. Percebendo o silêncio do Mestre, sentiu-se obrigado a cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo, vendo-a morrer.
Essa cena ficou marcada na memória do jovem durante alguns anos. Certo dia, ele decidiu largar tudo o que aprendera e voltar ao mesmo lugar para contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Quando se aproximava, avistou um sítio muito bonito todo murado, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.
Apertou o passo e ao chegar lá foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre a família que ali morou há alguns anos.
"Continuam morando aqui", respondeu rapidamente o caseiro.
Surpreso, ele entrou correndo na casa e viu que era efetivamente a mesma família que visitara antes com o Mestre. Depois de elogiar o local, dirigiu-se ao senhor que era o dono da vaquinha que havia morrido:
- "Como o senhor conseguiu melhorar este sítio e ficar tão bem de vida"?
A resposta veio com entusiasmo:
- "Tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que aprender a fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos".
E completou feliz:
- "Assim, conseguimos conquistar o sucesso que seus olhos vêem agora"!
Moral desta história:
Todos nós temos uma “vaquinha”, que nos dá as coisas básicas para sobreviver, mas que nos obriga a conviver com uma cega rotina.
Identifique a sua “vaquinha”. Depois, aproveite este ano e o inicio do novo milênio para empurrar sua “vaquinha” morro abaixo!!!
(Autor desconhecido)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

04.12.09

Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível.. Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!
(Certerzas - Mário Quintana)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

03.12.09

Todos aqueles que fizeram grandes coisas, fizeram-nas para sair de uma dificuldade, de um beco sem saída". Traduzo isso do francês, frase encontrada num caderno de notas antigo. Mas, quem escreveu isso? Quando? Não importa, é uma verdade de vida, e muitos poderiam te-la escrito.
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

02.12.09

Se eu tivesse que dar nome ao texto seria retrato de mim, mas como não é da minha autoria apenas compartilho...
"Eu não vou me apaixonar outra vez. Já cansei desta vida de sofrimento intercalada por momentos inesquecíveis e infindáveis promessas de outono. A estação mais cinza do ano é a única que me entende depois da dor.
Eu não vou me apaixonar de novo, ele não quer. Apesar de sabermos o que queremos, temos medo do futuro, temos medo do desconhecido e ele é inseguro para tentar. Acredita em tudo que falo, concorda com minhas palavras, idéias, projetos. Vive no mesmo mundo que eu, pensa como eu, gosta das mesmas preciosidades que eu e, no entanto, tem dúvidas tanto quanto eu.
Eu não vou me apaixonar de novo, ele é complicado. Mas e daí? Eu também sou... E vivo a ilusão de que posso contornar qualquer situação, que vou mudar o coração dos outros, que vou arrancar sorrisos a todo custo, que mereço um mínimo de confiança e crédito. Ele me dá crédito, ele confia em mim, mas sente que pode me magoar por não corresponder da forma que acha ser a mais correta. E me deixa, de novo, na estaca zero.
Eu não vou me apaixonar de novo, ele é precavido. Sabe que é mais fácil tentar e quebrar a cara do que consertar um estrago no coração de quem ama. Mas quem ama não se importa com os estragos futuros até que eles aconteçam, não acredita que a dor será companheira próxima e sempre vê uma saída para o impossível. Ele tem os pés no chão e me faz sofrer por antecipação, sem me dar a chance nem de quebrar a cara, nem de vislumbrar o futuro, porque já o mostra de maneira bem eloqüente e coerente. Eu não vou me apaixonar de novo, agora é diferente. Ele é mais do que um amigo, é base, é suporte, é auxílio, é apoio. E se isso tudo se perder eu me perco também, perco o rumo, a direção, e vou acabar culpando-o por dar chance ao impossível, quando todo o tempo foi ele quem disse 'não'. Agora eu sou mais racional, tenho medo de sentir dor outra vez. Só que esqueço este medo quando estou ao seu lado, esqueço que pode ser ruim para ambos. Esqueço... e finjo viver bem enquanto a lembrança de que tudo nunca saiu do plano das idéias me assola e devasta o coração, assim como a raiva de nunca ter aberto a boca me consome o estômago.
Eu não vou me apaixonar de novo, então contei para ele. E descrevi o passado, clareei o presente e divaguei sobre o futuro. Amedrontei quem tem medo de ousar, encostei na parede quem nunca se propõe a dar o primeiro passo, quem sabia de tudo desde o princípio, mas tinha medo de errar. Coloquei em pratos rasos e limpos tudo que sujava minha mente, tudo que amargurava meu coração e molhava de lágrimas meu travesseiro. Expliquei como contornar, como não fazia mais o mesmo efeito e entendi porque havia me apaixonado... Ele entende meus motivos, ele sabe como me sinto, ele se sente como eu, mas falta o que, em mim, já sobrou: a chama. E se a minha se apagou ali para acender em outro lugar foi porque ele sempre teve este medo estúpido e sensato de não querer me ver sofrer... E nos entendemos como adultos civilizados que somos. E voltamos às nossas vidas rotineiras... pensando se aquele beijo tivesse acontecido.
Eu não vou me apaixonar de novo... Mas acabei de apaixonar outra vez..."
(Eu não vou me apaixonar - Por Giselle Fleury)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

01.12.09

"Viver não é esperar a tempestade passar...
...é aprender como dançar na chuva."